sábado, 24 de julho de 2010

Olha, entende isso e eu ja tou feliz, ok?

Não quero ser político banal, nem moralista purista, nem reivindicador do direitos do proletariado, muito menos burguês emergente com fama de assistencialista. Não quero ser o nerd da utopia, nem a utopia do bom moço.

Além disso tudo, não sou muito senhor do meu destino, não sou bom estrategista, planejador, muito menos responsável. Não tenho cabeça para sempre liderar, aliás eu muitas vezes não ouso nem competir. Não que isso seja sempre ruim, mas nessa frequência não dá pra viver neste mundo.

Voltando ao tópico, não sou ninguém fora do normal. Nem muito dentro. Eu sou quase o desejo não concreto de um mundo melhor. Aliás sou pra lá de Abstrato....

Mas essa abstração leva o nome deste blog, que eu com muito carinho desprezo meu lado humano que hoje se rebela para atingir o exterior.

E aqui ja se exauriram as idéias..............

Eu queria que você analisasse essa sua vida de servidão a si mesmo. Já analisou quantas vezes você quer ser servido e quantas você serve? O mal de nossa gente é o nosso mal, e o nosso mal responde a essa pergunta negativamente.

Sem confusão de pensamentos agora:

Pense. A quem você ajuda? Quem você quer ver crescer? Quem no mundo faz da sua vida um pontinho de solidariedade? E como você espera que o mundo melhore enquanto você quer ser servido, enquanto tua vida passa na espera.

Esperamos que Deus nos ajude, esperamos que alguém dê aquele aumento para passarmos o mês tranqüilos, esperamos o chefe mudar de postura com a gente, esperamos a coisa ficar tão feia que não tenha mais volta. Esperamos que alguém nos pegue aquela água, que o garçom nos coloque o que foi pedido à mesa, que consigamos viajar com tranqüilidade. Pedimos por favor para estarmos em segurança, para que não haja perdas em nossas famílias, que o mundo melhore.

O problema, se analisarmos, não é que não fazemos nada, pois há coisas que o nada é o melhor a se fazer. O problema é que todos pedimos mais e fazemos aos outros de menos. Se analisarmos em nosso meio o nível de vontade de sermos servidos e o nível em que servimos, acho que dá pra você entender onde isto quer chegar. Estamos sempre com um déficit, um prejuízo de serviços, sempre estaremos profundamente insatisfeitos com isso.

E a causa da insatisfação não importa, pois a causa deste mal é o próprio mal.

Engraçado como queremos sempre a educação, e sempre olhamos de cara feia o caixa na hora de pagar uma conta cara. Sempre queremos ganhar mais e continuar trabalhando o mesmo do mesmo jeito. Sempre queremos a paz no mundo e brigamos com um irmão ou um filho por causa de besteiras...

Queremos respeito à nossa profissão, mas agimos com preconceito contra garis e pessoas que retiram nosso lixo, jogamos nosso lixo no chão! Mudemos... Por favor.

Um comentário:

  1. Gostei deste conceito de deficit de serviços. Vc já pensou que, se não fossemos assim, não teríamos necessidade de contato humano ? Isso nada mais é que um reflexo da nossa programação emocional, para a procriação. Sei lá.

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