segunda-feira, 6 de julho de 2009

I'm from Wonderland!


Minha primeira vergonha é minha cidade. T0d0s 0s muros pixados, todo dia do trânsito um caos, toda nova igreja que nasce nas ruelas e que crescem mais do que empresas. Vergonha de um prefeito legitimamente eleito, que faz média com a populaç
ão, com leis fortes, mas que no fundo está defendendo o mais malévulo capital. Não estou atacando o capitalismo, veja, seja razoável. Testei minha sorte no transito, 2 horas e 15 min de viagem em 30 km de marginal, ou quem sabe a 1 hora e 40 em 25 km de radial, rebouças, consolação. E estamos ainda falando de um prefeito, cuja regularização do trasporte via ônibus fretados, só ajuda a quem vende carros. Certo, não quero nem saber de Kassab.

Minha segunda vergonha, embora mais distante, é o meu Estado. São Paulo nunca foi tão boa para as faculdades particulares quanto agora, enquanto a educação mesmo, não se encontra nelas. Educação essa que é deprimente em todas as cidades, que
deixa marginais aos cuidados do crack, do álcool, da prostituição, de facções criminalistas. Nosso garotos e garotas estão..., não, não são meus, são de Serra, que não me representa mais, triste fim de meu voto. Ainda assim, em 2007 vimos protestos que se iniciaram na USP campus butantã, mas já tinha se expalhado por todo o Estado. O governo só lucrou com isso, uma vez que o protesto tenha tido motivo, não foi efetivo, e com a confusão estudantil, terminou como começou.

Minha terceira vergonha, essa maior. Pois Lula é populista, demagogo e carismático. Não votei nele, apesar de ter me arrependido disso. Vergonha pois anda falando sobre pobreza na África, pois lá a situação é diferente daqui. Não precisamos ir até a África para ver pobre, diria eu a Lula, basta comprar uma passagem para Sergipe, Ala
goas, Pernambuco, ou o que escolher, andar de carro por umas 4 horas para o interior do Sertão e alcançar lugares que permanecem parados e esquecidos no tempo, sem luz, sem água. Muitas vezes sem colchão, brasileiros ainda! E parece que só isso lhes resta, a nacionalidade. Não é possivel falar em pobreza alheia, ignorando a nossa pátria, caro Luís Inácio. Fala bonito, mas peca, miseravelmente, como o resto de nós brasileiros, em providenciar uma vida melhor para o futuro. Veja que é um detalhe, mas prova a responsabilidade.

domingo, 5 de julho de 2009

Um Ídolo


Pobre Michael
O talento, fama e dinheiro, nesta velocidade, transformou o preto no branco, o social no solitário, a família no nada, e quem sabe, o inocente no perverso.
Para todos os fã do Michael, que é lembrado aqui. E para Michael, que não me lê, mas que um dia já foi anônimo como este blog, denuncio que não vivi sua vida, não entendi seus dramas pessoais, mas que reconheço o pequeno gênio que um dia já foi, e que agora, foi-se para sempre.


Por um mundo menos sinistro!

Por um mundo menos sinistro!

Quando ridículo, se perde nos seus pensamentos, sobre a vida. Sempre está confuso, irritado com a falta de coerência dos fatos, dos pensamentos, das opções que lhe restam, aquele miserável.
Não consegue ser rico, pobre, bonito ou feio, legal ou chato, superficial ou profundo, boa pinta ou mau humorado, sempre infeliz.
Perdeu a namorada, ela era tão especial e a vida é tão curta pra ver. Bicou a namorada, se arrependeu. Senão pior, não sente, insensível. Oh sim, este meu mundo pessimista.
Conseguiu a namorada, todo dia fazendo o dia dela, e as vezes se sentindo usado, morrendo pouquinho a pouquinho. Assassinando sua preciosa juventude.
Babaca que é, não se doa, não se perde.

Serão sempre selvagens, loucos por ganhar a próxima competição ou enfeitando falsos sorrisos por interesses puramente carnais, mundanos, titica.
Titica é o que nos resta afinal, depois de esquecer o que é mesmo importante.

Fazer o bem virou o clichê, muito mau-visto, se não for visto.

E o ruim de conhecer o lado mau das pessoas, é saber que elas convivem com o lado bom, pacificamente, em todos nós.