terça-feira, 27 de julho de 2010

Muita Cultura e Nenhum Livro

Bom, eu ia falar um monte de coisa, mas em suma, vou dizer um resumo só...

O problema do mundo é que ninguém acredita que tratando as pessoas bem e tendo paciência, a vida ia melhorar.

Agora como o post não podia ficar tão pequeno, vou colocar uma lista de livros bacanas com uns comentários sobre eles, opiniões pessoais...

Eu sei que vocês leitores estão pensando "Nossa, ele vai dar assim, de graça, cultura e comentários sobre tal pra gente poder decidir se quer ou não, sem pagar nada, sem custo, assim?"

É, pensado bem... Tá vou fazer uma excessão:

Senhor dos Anéis - Cara, muito descritivo e longo, é pra quem é nerd, gosta de D&D e não tem namorada alguma.

Harry Potter - Pow, a série embala e é bem mais legal que os filmes, mas não tenho mais idade pra isso (13 anos) (brincadeira). Vale a pena perder o seu tempo lendo.

Vidas Secas - Hum, meio chato, mas é muito triste. Aposto que todo mundo gostaria de ignorar que o tal é pra lá de verossímel.

Poemas Completos de Alberto Caeiro - Me desculpe, mas quem gosta muito muito de ler poemas nesse mundo? Eu acho que é o tipo de literatura que não cabe em livros. Se você colocar muitos, fica parecendo repetitivo, se vc coloca poucos o livro fica repetitivo, se vc deixa um, tá perfeito. Mas aí já não é um livro. Estampa nas estações de metrô pros meus dias ficarem felizes!

A estratégia do Oceano Azul - Livro parece que é pra quem tá criando empresas ou criando produtos, o presidente da Goóc que recomendou. Ele fala de uma estratégia, de cases de sucesso e fracasso e analisa o por que. No fundo ele fica se repetindo pra enche de páginas, mas a idéia em si é muito boa.

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Incrível como as pessoas ficaram tão revoltadas só por que um cara a 2000 anos atras disse que seria legal a gente começar a tratarmos bem uns aos outros. Ou algo assim, não lembro direito.

O Homem de Gelo - É a história de um cara que matou muita gente. Vale a pena ler. O autor fica no balanço sem escolher se ele julga o cara um cara muito mau ou se o julga como um produto que não deu certo da sociedade. Disso eu não gosto, ninguém deve julgar pessoas por mim... Mas o livro é bom.

O retrato de Dorian Gray - Clássico inglês, muito bacana. Algumas partes me faz pensar se nossa sociedade não gira em torno da beleza. Mas aí eu paro de pensar e vou assistir pornozao na net. (brinks)

Nineteen Eighty-Four (1984) - Ótemo! Inglês também (mas tem tradução...), mas acho que uma sociedade controlada que nem aquela é utopia de fascista. Nada contra os fascistas, e nem contra as utopias, mas acho impossível algo do tipo.

Revolução dos Bichos - Fala sobre revoluções em geral, não é só sobre a revolução russa de 1917. Acho que o mais importante pra gente poder observar não é como as pessoas esquecem das coisas, pois isso todos fazemos. Mas como a influência de outras pessoas nos influenciam. Quantas decisões nós tomamos com base no que ouvimos dos outros? A parte da nossa cabeça que pensa sempre estará com Bola de Neve, Leon T. e Goldstein.

O Pequeno Príncipe - Olha, leia. E ponha as rosas de sua vida em seu devido lugar, com ou sem redomas. E também não viaje de avião no deserto... É vou anotar isso num post-it aqui...

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Eu não sei por que falam tanto do outro clássico dele, o da Capitu, esse é tão mais real. Aquela coisa do emplastro no final é brilhante! Eu assisti esses dias "O Bem Amado" e tem tudo a ver! Tratemos bem nossos políticos, e lembremos depois de sua gratidão.

Coração Vermelho - Trata sobre uma senhora que ajudava os comunistas durante a ditadura do Brasil. Ainda não terminei, mas minha impressão é que puxaram um pouco de saco do PCdoB, uma vez que todas as vezes que falavam dele, dava a impressão de toda uma epopéia sobre ideais e pessoas que não deixam esses ideais existirem. Mas a velhinha é show de bola.

Bom, o que mais? Acho que é só...
Não tou lembrando de mais nenhum a essa hora...
Boa noite

sábado, 24 de julho de 2010

Olha, entende isso e eu ja tou feliz, ok?

Não quero ser político banal, nem moralista purista, nem reivindicador do direitos do proletariado, muito menos burguês emergente com fama de assistencialista. Não quero ser o nerd da utopia, nem a utopia do bom moço.

Além disso tudo, não sou muito senhor do meu destino, não sou bom estrategista, planejador, muito menos responsável. Não tenho cabeça para sempre liderar, aliás eu muitas vezes não ouso nem competir. Não que isso seja sempre ruim, mas nessa frequência não dá pra viver neste mundo.

Voltando ao tópico, não sou ninguém fora do normal. Nem muito dentro. Eu sou quase o desejo não concreto de um mundo melhor. Aliás sou pra lá de Abstrato....

Mas essa abstração leva o nome deste blog, que eu com muito carinho desprezo meu lado humano que hoje se rebela para atingir o exterior.

E aqui ja se exauriram as idéias..............

Eu queria que você analisasse essa sua vida de servidão a si mesmo. Já analisou quantas vezes você quer ser servido e quantas você serve? O mal de nossa gente é o nosso mal, e o nosso mal responde a essa pergunta negativamente.

Sem confusão de pensamentos agora:

Pense. A quem você ajuda? Quem você quer ver crescer? Quem no mundo faz da sua vida um pontinho de solidariedade? E como você espera que o mundo melhore enquanto você quer ser servido, enquanto tua vida passa na espera.

Esperamos que Deus nos ajude, esperamos que alguém dê aquele aumento para passarmos o mês tranqüilos, esperamos o chefe mudar de postura com a gente, esperamos a coisa ficar tão feia que não tenha mais volta. Esperamos que alguém nos pegue aquela água, que o garçom nos coloque o que foi pedido à mesa, que consigamos viajar com tranqüilidade. Pedimos por favor para estarmos em segurança, para que não haja perdas em nossas famílias, que o mundo melhore.

O problema, se analisarmos, não é que não fazemos nada, pois há coisas que o nada é o melhor a se fazer. O problema é que todos pedimos mais e fazemos aos outros de menos. Se analisarmos em nosso meio o nível de vontade de sermos servidos e o nível em que servimos, acho que dá pra você entender onde isto quer chegar. Estamos sempre com um déficit, um prejuízo de serviços, sempre estaremos profundamente insatisfeitos com isso.

E a causa da insatisfação não importa, pois a causa deste mal é o próprio mal.

Engraçado como queremos sempre a educação, e sempre olhamos de cara feia o caixa na hora de pagar uma conta cara. Sempre queremos ganhar mais e continuar trabalhando o mesmo do mesmo jeito. Sempre queremos a paz no mundo e brigamos com um irmão ou um filho por causa de besteiras...

Queremos respeito à nossa profissão, mas agimos com preconceito contra garis e pessoas que retiram nosso lixo, jogamos nosso lixo no chão! Mudemos... Por favor.