domingo, 27 de dezembro de 2009

Burroceremos para sempre!


Coisas burras de cada dia! Por que não paramos?
Somos mal cidadãos, pais, filhos, motoristas, parentes, amantes, compradores, vendedores!
Por que não há uma conduta regular de ajuda à sociedade?
Por que há formas tão grosseiras de se viver a vida, por que não conquistamos a paz?
Ninguém pensa no coletivo, ninguém cede, ninguém peca por falta de egoísmo, só por excesso. Por que escolhemos isso?


Ou não escolhemos? Eu não sei a resposta. Eu particularmente não consigo viver como quero, mas com certeza meu esforço tange muito mais o respeito ao coletivo que o resto de meus colegas.

Acredito que como vivemos pensando, falando conosco com a cabeça, conseguimos nos convencer que no nosso raio de poder, até onde eu consigo ou não fazer o que me bem entende, eu preciso ser impenetrável.

Explico melhor. Cada um tem uma série de liberdades que se vai adquirindo ou perdendo com o tempo. Independente de qual seja ela, quando se está com uma liberdade e se conhece a fundo, ela vira algo pessoal, algo "seu". Além disso, quando nos acostumamos com ela, passamos a explorar seus limites.

Ou seja, nós aprendemos a dirigir e com o tempo paramos em vaga proibida com pisca alerta por "5 minutinhos". Nós usamos o perfume do irmão por que é só um pouquinho, e ele nem vai perceber. Nós jogamos chiclete na rua porque a rua é cheia de chiclete, e afinal, ninguém tira. A gente chega em casa e não lavamos a louça porque tivemos um dia de muito trabalho. É quase como se alguém desse um biscoito a um cachorro, e deixasse a caixa no chão, pra ele ir descobrindo aos poucos que pode comer tudo, sabendo que não poderia, pra depois o dono descobrir e brigar com ele.

Larguemos nossos biscoitos, olhemos a nossa volta, vivamos com sabedoria de nossa existência!
Precisamos mudar o mundo, e ,viver cada minuto como se fosse o ultimo, é o mesmo que comer cada biscoito como se fosse seu direito. Não é.
Não é possível controlar a sociedade simplesmente com leis e regras. Não é só educação que precisamos. Precisamos de uma sociedade que tem consciência do que faz, tanto no individual, quanto no coletivo.

Ainda não sabemos o grau de avanço que a tecnologia pode alcançar se todo o coletivo se juntar para construir e discutir o futuro. Somo simples micróbios frente ao universo, qual o sentido do consumo exagerado? Perdemos nosso precioso tempo, gerações, em descobrir como se vende mais chiclete para serem jogados nas ruas e varridos por nossos garis. Vivamos para o futuro, sejamos mais, que a vida não é só individualismo.

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